26/07/2018 10:00:00

Vocações Econômicas de Petrópolis – Casos de Sucesso

Cervejarias Artesanais

Resumo da Mesa Redonda que ocorreu no auditório do Sicomércio em 07 de Junho de 2018 - mais uma alternativa para o desenvolvimento econômico de Petrópolis.

Participantes

Zé Renato (Cervejaria Brewpoint e Associação de Cervejeiros)
Ricardo Branco (Cerveja Dr. Durães)
Alexandre Cristo (Cerveja Serra Velha)
Matheus Taboada (Cerveja Serra Velha)
Tiago Taboada (Cervejaria Bohemia)
Rafael/Xuxa (Cerveja Guapa)
Brunão (Disk Chopp)


Introdução

Cleveland Jones e Silvia Guédon abrem a MR e destacam os objetivos do IPGPar – seguir os passos de Philippe Guédon e a participação da sociedade na discussão e solução dos problemas do município; a necessidade de apoio financeiro e de pessoas.

Os palestrantes apresentaram suas empresas e/ou marcas e contaram suas experiências pessoais e associativas no ramo. Foram apresentados os casos de contrução de microcervejarias (Brewpoint e Dr. Durães) com marcas próprias e as “cervejas ciganas”, marcas que utilizam a capacidade ociosa destas fábricas. Foi destacada a importância da formação de MO (cervejeiros caseiros/artesanais) na área e da informação do público sobre este mercado. Destacada a importância das 3 grandes (Bohemia, Itaipava e Cidade Imperial) como âncoras da área. Hoje a cidade tem mais de 20 marcas, incluindo microcervejarias e cervejarias artesanais. A fama da cidade como pólo cervejeiro de qualidade já começa a ser reconhecida no país. Hoje não se vende apenas chopp, mas sim uma experiência. Para comparação, nos EUA o mercado cervejeiro artesanal ocupa aproximadamente 17% do mercado x 1% no Brasil. Apesar de ser um mercado em franco crescimento, ainda é de difícil trabalhar devido às especificidades, como tributação, validade, volume, armazenagem. Hoje virou “moda” – risco x oportunidade? Grande responsabilidade dos produtores e do poder público.

Casos de Sucesso

Zé Renato (Cervejaria Brewpoint e Associação de Cervejeiros): início do projeto da fábrica no bairro Quitandinha em jan.16; pronta em ago.16; vistoria sanitária em nov.16; segunda fase (start-up e início de produção) em dez.16; necessidade de capital para suportar esta fase até estabelecimento do nível de produção desejado; idéia inicial de produzir apenas sob encomenda, mas logo surgiu a possibilidade de fazer a própria marca; desde o início é permitida a visitação turística; participação em concursos como ferramenta de feed-back para o aprimoramento do produto; apesar de ser uma indústria de tecnologia simples, tem um controle sanitário, legal e fiscal complicado nos 3 níveis de governo (municipal, estadual e federal); a fábrica produz a própria marca Brewpoint, Serra Velha, Da Corte, Imperatriz, Do Zé, dentre outras.

Ricardo Branco (Cerveja Dr. Durães): a fábrica ainda está em construção; começou como “cerveja cigana”, ou seja, alugando espaço em outras cervejarias; também vai alugar a capacidade ociosa para outros produtores; também vai ter um espaço para visita guiada; mais alguns meses a fábrica estará pronta;

Alexandre Cristo (Cerveja Serra Velha): cervejeiro caseiro desde 2006; um dos primeiros fundadores da ass. dos cervejeiros; depois de muitos anos de trabalho no rio, o hobby virou negócio; a cervejaria iniciou atividade há dois meses como “cerveja cigana”;

Matheus Taboada (Cerveja Serra Velha): iniciou atividades em 2011 junto a cervejaria Buda Beer; fez cursos fora da cidade e depois os trouxe para a cidade; destaca a importância da formação na área e da informação do público sobre o mercado;

Tiago Taboada (Cervejaria Bohemia): se iniciou na área pelo contato com os amigos em 2011; desde 2015 atua no MKT de cervejarias artesanais da Ambev;

Rafael/Xuxa (Cerveja Guapa): empresário do ramo de bebidas; cria no fim de 2016 a Guapa (cerveja cigana); propõe a promoção conjunta das várias atividades econômicas da cidade; destaca a importância da Bohemia como âncora da área; hoje a cidade tem 20 marcas: 3 grandes (Bohemia, Itaipava e Cidade Imperial) além de 17 microcervejarias e cervejarias artesanais; a fama da cidade como pólo cervejeiro de qualidade já começa a ser reconhecida no país; hoje não se vende apenas chopp, mas sim uma experiência; para comparação, nos EUA o mercado cervejeiro artesanal ocupa aprox.. 17% do mercado x 1% no Brasil;

Brunão (Disk Chopp): empresário, começou no ramo em 2004; faz um histórico da evolução da aceitação e das vendas de cervejas artesanais; apesar de ser um mercado em franco crescimento, ainda é de difícil trabalhar devido às especificidades, como validade, volume, armazenagem; hoje virou “moda” – risco x oportunidade; grande responsabilidade dos produtores e do poder público: haverá um espaço especial para as cervejas artesanais na Bauernfest; está em discussão um evento único mais adiante;

Questões importantes abordadas:

. Legal: lei municipal de incentivo às microempresas: agilizou o processo de licenças ambientais; modificação da LUPOS flexibilizou a implantação de novos empreendimentos. em termos econômicos não houve ganhos.

. Comercialização: aspecto individual de cada negócio; restrita a uma área geográfica pequena (poucas dezenas de quilômetros).

. Sustentabilidade do negócio: intimamente ligada ao turismo, hotelaria, eventos e gastronomia; criação de um circuito turístico cervejeiro - modelo da serra gaúcha.

. Tecnologia: processo de fabricação, em si, de baixa-média complexidade; sujeita a inovações de MKT, produto, etc. Marcio Campos (Prog. Ciência em Movimento) lembra de um trabalho da UCP de um sistema especialista para avaliação da qualidade da cerveja baseado em IA e um aplicativo da UFF sobre visita cervejeira.

. Tributária: complexo e de alto valor; diferença de tributação em cada estado promove uma “guerra fiscal”; aumento recente da carga tributária de 34% para aproximadamente 48% (garrafa) – chopp é ainda maior; especial atenção às MP´s importadas.

. Política: o problema do descasamento entre o ciclo orçamentário x ciclo eleitoral nas políticas públicas; as restrições de ação do poder público x iniciativa privada;

. Transversal: fragmentação e desconecção dos diversos setores econômicos da cidade; horário de funcionamento do comércio numa cidade turística - questão trabalhista-sindical; questões do setor cervejeiro são as mesmas dos demais setores; apesar dos problemas a cidade ainda tem um valioso patrimônio cultural a explorar; orçamento para a Turispetro na LOA é de apenas 0,58%.

Redação: Renato Araujo

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